palavras e imagens perdidas

terça-feira, abril 08, 2008

Retorno

Terça-feira, Agosto 28, 2007


Foi esta a data do meu último post, fazendo uma re-apresentação(?!)
Passados quase oito meses, decido que está na hora de dizer mais algumas barbaridades.
Para que não sabe vivo com o meu irmão apenas. Meus pais divorciaram-se e de simples estudante stressada passei a ser mãe de um homem de 21 anos, dona de uma casa de mais de 30, estudante sem tempo e trabalhadora após ser estudante.
Experimentei novas sensações desde que os meus pais sairam do purgatório familiar:
  • Poupança. Sim! Tudo e mais alguma coisa. Que se lixem as marcas, as bebidas com gás, as pizzas, as roupas, etc. As compras passaram a ser mensais e passei a usar a frase: "o que for mais barato" Se conseguir tudo por um euro, já me dou por muito contente.
  • Jardinagem. É muito interessante e agradavel ver um jardim cheio de flores e relva verdinha e fresquinha a nascer. Mas isso não acontece no meu campo baldio. Tenho erva daninha, cinzas (de uma outrora lareira em uso), lixo,trevos de três folhas, e mil e uma coisas das quais sinceramente eu não me lembro. Então o que fiz? Ancinho e enxada fazem maravilhas. Arei, tirei pedras,usei luvas grossas e fiquei cheia de dores nas costas para ter um terço do terreno limpo. Consegui. Mas hoje (8 de abril de 08) já não se nota
  • Ser empregada doméstica. Nunca tinha sido. Fazer o mesmo trabalho que faço em casa e ainda ganhar por isso pareceu-me o paraíso. Agora, respeito-as mais e dou-lhes o devido valor.
E outras mais sensações das quais vou lembrando à medida que os dias passarem.
O que aprendi neste ano todo foi:
É muito fácil mandar uma pinocada, parir filhos, cuidar deles de uma forma despreocupada e partir anos depois e tentar encontrar a felicidade. E deduzia eu que quem tem filhos sente-se feliz. (Pelo menos até eles sairem de casa...e não o inverso como foi comigo)
Tal como a música conhecida: "quem faz um filho, faz por gosto".
O grande problema disto tudo é que a maior parte das pessoas esquece-se que está a lidar com seres humanos tal como eles e de todo não foram tratadas da mesma forma.
Revolta? 100% de revolta. E então?
Se é para ter filhos nestas condições é melhor nem fazer sexo. Pratiquem o celibato e vão para um convento. Sejam monges ou freiras. As coisas serão bem mais produtivas do que ter um filho e esquecer-se dele anos depois.
Dizem que um filho é para toda a vida? Será?

E actualmente até que prefiro morar assim. Melhorei, cresci, mudei, tornei-me independente...
Sim houve benefícios.
Mas as saudades....essas não morrem não... apenas nos matam diariamente.

E já dizia Mafalda Veiga:
"Tão bom pudesse o tempo parar, quando tudo em nós se precipita...quando a vida nos desgarra aos sentidos e não espera...há quem dera..."

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Desconhecia esse background.
Torna-te ainda mais interessante :)

9:25 a.m.  

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